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Poesias
José
A Palavra Mágica
No Meio do Caminho
O Enterrado Vivo


Sair de Espaço Poético
 

Se houvesse um único eixo em torno do qual girasse a poesia brasileira, poderíamos dizer que, no século XX, na fase mais madura e exemplar do destino poético do país, Carlos Drummond de Andrade seria esse sol luminoso.
Outros, certamente, como João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, poderiam compartilhar com ele o mesmo lugar privilegiado.
Mas Drummond é aquele caso raro que, como Fernando Pessoa, une sua grandiosa obra à capacidade de se tornar fundamental para todos os tipos de leitores, do adolescente a descobrir o mundo ao erudito mais rigoroso, do porteiro de um prédio ao alto executivo de uma empresa e, desse, ao poeta em busca de conhecimentos...
Ele já foi visto como uma espécie de Baudelaire de nossa poesia moderna, querendo-se dizer com isso que o itabirano e cidadão do Rio de Janeiro levou nossa poesia às mais pertinentes questões existenciais e filosóficas do mundo contemporâneo, à vida urbana, à sociedade de massa, às reflexões sociais etc., criando uma poesia acentuadamente brasileira e universal, sem qualquer resquício de uma caricatura nacional.